sexta-feira, dezembro 24, 2010

Efeito Placebo

O efeito placebo refere-se à crença do paciente que está sendo tratado por um médico. Assim, o doente apresenta melhorias, mesmo se o medicamento não possuir substância terapêutica. Por sua importância, nos testes de medicamentos, é comum separar os pacientes em dois grupos: um que recebe o medicamento e outro que recebe uma capsula com produtos inócuos, que sugerem o tratamento. Se o grupo que recebeu o fármaco apresentar melhorias estatisticamente acima do grupo que recebeu o placebo, o fármaco realmente possui qualidades de cura.

Basicamente o efeito placebo deve-se ao aspecto psicológico da cura. Na década de 60, dois pesquisadores perguntaram a pacientes neuróticos se gostariam de tomar uma pílula de açúcar, mesmo sabendo que isto não teria nenhum efeito médico. Os pacientes concordaram e relatou-se que os sintomas da doença foram reduzidos.

Apesar da comprovação de que existe o efeito placebo, eticamente não tem sido recomendável prescrever placebo para os pacientes. Mas agora uma pesquisa mostrou que existe evidência que o placebo funciona, mesmo se você informar ao paciente de que o remédio é inativo. Um estudo publicado no British Medical Journal, um pesquisador da Harvard Medical School recrutou oitenta pacientes e aleatoriamente dividiu-os em dois grupos. No primeiro, eles tomariam um placebo duas vezes ao dia e no outro não haveria nenhuma intervenção médica. Os pesquisadores revelaram aos pacientes o objetivo da pesquisa e que a pílula não possuía nenhum efeito sobre a doença.

Mesmo assim, os pacientes que receberam o placebo apresentaram melhorias. Isto mostra que o efeito do placebo é poderoso e que o corpo responde pela sugestão de estar tomando um remédio. Parece que o ritual de tomar um remédio é suficiente para trazer benefícios.

Apesar das limitações da pesquisa, incluindo o número reduzido de pacientes e a área da pesquisa, as conclusões são interessantes.

Leia mais:
Evidence that placebos could work even if you tell people they’re taking placebos

Kaptchuk TJ, Friedlander E, Kelley JM, Sanchez MN, Kokkotou E, et al. (2010) Placebos without Deception: A Randomized Controlled Trial in Irritable Bowel Syndrome. PLoS ONE 5(12): e15591.

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terça-feira, março 02, 2010

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sexta-feira, novembro 14, 2008

Efeito Placebo


O efeito placebo diz respeito a descoberta na medicina que alguns pacientes reagem quando são medicados, mesmo que a droga recebida seja um placebo (ou seja, não contenha nenhuma substância que atue efetivamente no corpo da pessoa).

A The Economist chama a atenção para esta questão na área médica em The placebo effect - Great expectations – 30/10/2008.

Tomando por base um artigo publicado por dois dinamarqueses, Asbjorn Hrobjartsson e Peter Gotzsche, no New England Journal of Medicine, não existe justificativa para usar placebos.

Mas o placebo é popular entre os médicos, afirma a The Economist com base nos resultados de outra pesquisa publicada no British Medical Journal. Por dois motivos:

1) Mostrar que eles funcionam
2) Os medicos usam em pacientes com problemas de comportamento ou psicológicos

Foto: Flickr

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segunda-feira, fevereiro 18, 2008

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quinta-feira, novembro 08, 2007

Anti-doping: como verificar o não doping

A leitura da The Economist é sempre cheia de pequenas e grandes surpresas. Talvez por este motivo está é a melhor revista do mundo. Na sua última edição, uma reportagem interessante sobre a questão do doping no esporte.

Para revista, além do desafio de controlar o doping do atletas, as agências de controle de exame anti-doping tem um novo desafio: verificar o "não doping". A questão parece ser estranha, mas não é.

A razão disto é o chamado efeito placebo:

é um tratamento inerte, que pode ser na forma de um fármaco, e que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente de que está sendo tratado. Medicamentos com princípios ativos também podem ter algum efeito placebo, apresentando efeitos terapêuticos diferentes do esperado. Por exemplo, um comprimido de Vitamina C pode aliviar a dor de cabeça de quem acredite estar ingerindo um analgésico, sendo um exemplo clássico de que o que cura é não o conteúdo do que inferimos mas sim a forma.


As agências de controle anti-doping divulgam uma lista de substâncias proibidas, divididas naquelas que são proibidas em qualquer tempo ou naquelas proibidas durante a competição. Pesquisas mostraram que um medicamento da segunda categoria pode ser usado em conjunto com o efeito placebo de forma criativa e engenhosa.

Por exemplo, considere uma droga que não é descoberta se ingerida até dois dias antes de uma competição. O atleta consome esta droga nos dias que antecede e durante os dois dias anteriores ingere um placebo (sem saber disto). Mesmo assim, seu desempenho será melhor do que os outros atletas. Isto já foi comprovado por alguns estudos, que a revista cita (How to cheat without cheating, 1/11/2007).

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