segunda-feira, abril 05, 2021

Outra pesquisa questionada


Outro experimento, na área da psicologia, está sendo questionado.  David Rosenhan (1929-2012, foto) é um pesquisador que conduziu um experimento que ficou conhecido com o seu nome. Este estudo foi dividido em duas partes. A primeira, usou pessoas sadias (pseudopacientes) que simularam comportamentos para serem admitidos em hospitais psiquiátricos em diversos locais nos Estados Unidos. Neste caso, ninguém foi barrado.

Na segunda parte, foi solicitado as instituições que tentassem localizar estes pacientes. E muitos pacientes reais foram catalogados na listagem. O experimento foi realizado entre 1969 a 1972 com oito pessoas saudáveis. Com base nos resultados, um artigo foi publicado na Science em 1973. O artigo possui mais de 4 mil citações, segundo o Scholar, e questionou a psiquiatria, sendo muito citado. Como lançava dúvida sobre os pareceres na área, os depoimentos dos profissionais em tribunais ficaram fragilizados. 

Uma das pessoas que foram influenciadas pela pesquisa foi a jornalista Susannah Cahalan. Ela decidiu investigar a pesquisa e teve acesso aos arquivos de Rosenhan. Mesmo com a documentação, Cahalan não conseguiu identificar os pacientes, mesmo entrevistando pessoas que conheceram Rosenhan e até olhando os registros de quem ela suspeitou que pudesse estar envolvido no experimento. 

Cahalan escreveu um livro contando sua investigação, chamado The Great Pretender (ou o Grande Farsante). Há um resumo da sua história aqui

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quinta-feira, março 11, 2021

Conclusões de experimentos são válidas


Um dos principais métodos de pesquisa em finanças comportamentais, o experimento, teve sua validade testada e aprovada.  Um artigo do American Economic Review deste ano (vol. 111, n. 2, fevereiro, 2021) Erik Snowberg e Leeat Yariv verificaram se experimentos possuem validade. Para isto, eles testaram o comportamento humano de alunos versus outras populações e a conclusão é que os resultados são confiáveis. 

Os experimentos de laboratório têm algumas vantagens importantes, permitindo aos pesquisadores coletar grandes quantidades de dados em um ambiente totalmente controlado pelos pesquisadores. Mas os críticos argumentaram que as pessoas no final da adolescência e início dos 20 anos provavelmente fazem escolhas diferentes da população em geral. Além disso, há dúvidas sobre se os participantes do laboratório se comportam de maneira diferente no laboratório do que em outros ambientes e se há algum viés de seleção com os alunos que se inscrevem para esses estudos. (...)

O ambiente em que a pesquisa foi administrada também não pareceu importar. Yariv e Snowberg convidaram quase 100 alunos do Caltech para responder à pesquisa novamente, mas desta vez em um laboratório. Novamente, suas respostas foram virtualmente idênticas às fornecidas fora do laboratório.

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sábado, dezembro 12, 2020

Experimentos Sociais ou propagandas - 4

A empresa Momondo pediu que diversas pessoas, de diferentes lugares do mundo, indicasse sua origem. Muitos tiveram o orgulho de dizer que eram 100% de um raça (ou país), que sua família tinha lutado na guerra e outras coisas. A entrevistadora perguntou a cada pessoa se tinha algum país ou região que não gostava. Os entrevistados faziam um exame de DNA para verificar suas origens. Os resultados dos testes mostraram que nenhuma das pessoas era 100% de uma região/raça. Um golpe no preconceito e racismo. Este vídeo foi visualizado por mais de 19 milhões de pessoas. Realizado em 2016.

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domingo, dezembro 06, 2020

Experimentos sociais ou propagandas? - 2

Algumas propagandas parecem mais um experimento social. Este é o caso da Dove Real Beauty Sketches. Um desenhista da polícia faz um desenho de uma mulher (as cegas), segundo a descrição dela. Depois, uma pessoa fazia a descrição desta mesma mulher e era feito um novo desenho. A diferença dos dois desenhos era sempre desfavorável àquele que foi obtido pela descrição da própria mulher. As mulheres tinham um tendência a exagerar nas suas falhas. Este vídeo já teve mais de 69 milhões de visualizações no Youtube e versões em diversas línguas, inclusive portuguesa. Origem: 2013.

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quarta-feira, julho 04, 2018

Experimento da prisão foi teatro?

Uma das pesquisas comportamentais mais famosas foi colocada em dúvida. Segundo um artigo (via aqui) que ainda será publicado, de autoria de Alex Haslam e colaboradores, o experimento da prisão de Stanford pode ter sido uma forma de teatro.

Em 1971 o psicólogo Philip Zimbardo (ao lado) e equipe distribuiu alunos em dois grupos. O primeiro seriam os prisioneiros; os segundos, guardas. O que seria uma simulação, tornou-se uma realidade muito próxima ao que ocorrida em uma prisão verdadeira. Os guardas voluntários começaram a ter uma postura tirânica e começaram a maltratar os prisioneiros fictícios. O experimento mostraria que as pessoas se transformam quando assumem um papel, uma vestimenta, de “guarda” ou “prisioneiro”.

Os críticos do experimento de Stanford afirmam que a equipe de Zimbardo não foi isenta e participou ativamente do que ocorreu. Haslam e colaboradores analisaram uma gravação de uma conversa entre um “guarda” e um membro da equipe de Zimbardo, David Jaffe, que seria o diretor da prisão do estudo. Na conversa, o diretor tenta influenciar o guarda a comportar de maneira mais tirânica e o voluntário reluta em assumir esta postura. Este fato, e outros já conhecidos, são contraditórios com a meneira como Zimbardo retratou o experimento, como se os fatos tivessem ocorrido naturalmente:

Parece mais correto ver o Stanford Prison Experiment como um exemplo convincente de teatro improvisado semi-roteirizado, em vez de pesquisa científica objetiva. 

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sábado, outubro 13, 2012

Autocontrole

Um dos estudos mais conhecidos da área comportamental é o teste do marshmallow. Este teste verifica a capacidade de autocontrole das crianças: diante de doces, elas resistem ou não a tentação de comer alguns doces.



O teste do marshmallow funciona da seguinte forma: crianças recebem um prato com um marshmallow. Se esperarem um determinado tempo, elas receberão dois marshmallows. O curioso do teste é que os cientistas tentam verificar se o resultado do teste está relacionado com o sucesso futuro da criança.

O estudo original foi realizado na década de 70, na Universidade de Stanford. Mais tarde foi observado a relação entre o resultado e o desempenho futuro da criança, incluindo o teste SAT, um teste de desempenho acadêmico.Um novo estudo parece demonstrar que a capacidade de resistir à tentação é influenciada também pelo ambiente.

As crianças que sofreram interações confiáveis imediatamente antes da tarefa marshmallow esperaram, em média, quatro vezes mais -12 contra três minutos - do que jovens em situações não confiável.

Leia mais aqui 

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