quarta-feira, fevereiro 08, 2023

Use a preguiça para economizar

Em finanças pessoais temos milhões de conselhos sobre como aumentar seu salário, como reduzir suas despesas ou obter um melhor lucro nos seus investimentos. Mas muitos conselhos podem ser difíceis de seguir, pois temos de mudar nosso comportamento ou lembrar de muitos macetes ensinados na área.  

Há um conselho que talvez seja muito importante para quem deseja tem uma vida financeira melhor. Certamente ele não é fácil de ser colocado em prática, mas talvez tendo sido alertado para ele, neste texto, você consiga obter bons resultados.  

Um dos principais impulsionadores do nosso consumo é algo chamado conveniência. Quando vamos em uma loja e você consegue efetuar o pagamento através da aproximação do seu cartão de crédito, a tecnologia foi criada para ser o mais conveniente possível para o consumidor. A redução do esforço no processo de pagamento ajuda a aumentar o consumo. É muito mais prático aproximar seu cartão de crédito do que tirar um talão de cheque – um instrumento de pagamento arcaico, que existia nos tempos idos, escrever uma quantia, datar, assinar e colocar um telefone de contato.  

Conta-se uma história que um dos grandes responsáveis pelo crescimento da empresa Amazon foi uma tecnologia desenvolvida internamente e patenteada pela empresa, que permite a compra com um clique. Isto é muito conveniente. Você não precisa pegar seu cartão, digitar um número, um endereço, seu nome e outras informações. Basta um clique e sua compra foi realizada.  

Foi uma ideia genial que facilita as compras na empresa. Outras empresas adotaram mecanismos similares, seja “guardando” os dados do seu cartão para que na próxima compra tudo seja feito da forma mais fácil possível. Quando sua assinatura do Google Drive ou do Office precisa ser renovada, a empresa informa o fato e basta você não fazer nada, que você continuará consumindo os produtos. Conveniente, mesmo que você já não precise de espaço adicional nas nuvens ou não use mais um editor de texto ou planilha.  


As empresas aprenderam algo básico do ser humano: somos preguiçosos, gostamos das coisas fáceis e não percebemos que o fácil pode custar caro. Lembro de um colega que dizia: o que move a humanidade é a preguiça. Muito do progresso humano foi realizado para tornar nossa vida mais fácil, mais conveniente, mais adequada para os preguiçosos.  

Mas como melhorar sua vida financeira nesta situação? Torne seus gastos inconvenientes. Eis uma lista de atitudes que você pode fazer para mostrar como isto funciona: 

  • Quando sair de casa e não tiver a intenção de consumir, não leve o cartão de crédito. 
  • Evite instalar mecanismo de pagamento no seu celular. Se instalar, não leve o celular quando sair (ou até mesmo, compre um celular mais barato, sem os atrativos do consumo) 
  • Quando uma empresa perguntar se pode guardar o número do seu cartão, responda não 
  • Troque de cartão de crédito; um novo número, não cadastrado nos sites das empresas, impedirá que o mecanismo de renovação automática seja ativado 
  • Em casa, deixe o cartão de crédito distante do celular ou do computador; quando for comprar, o esforço, ou a preguiça, de ir pegar o cartão pode evitar compra desnecessária 
  • Se precisar levar um meio de pagamento quando sair de casa, prefira o velho dinheiro vivo. Neste caso, seu consumo estará limitado ao montante que você levar.  

Use a preguiça para economizar.  

(Baseado em uma ideia do blog El Blog Salmon)  

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quarta-feira, fevereiro 09, 2022

Finanças pessoais: tudo deve ser pago duas vezes

 


Em finanças pessoais é importante lembrar de um conceito importante para alguns produtos que compramos: devemos pagar duas vezes. Considere dois exemplos dados no site raptitude

O primeiro, você comprar o livro Moby Dick por dez reais em um sebo. Parece que este seria o único valor que gasto por você. Mas para que o livro tenha seu valor, você precisa ler. Este é o segundo preço: as várias horas dedicadas a leitura sobre a caça de uma baleia. E este tempo tem um custo. Assim, o livro Moby Dick possui dois preços pagos: do livro e do tempo consumido na leitura.

Pensar em um livro desse jeito torna mais real o efeito da compra de um livro. Geralmente quando compramos livros temos o hábito de pensar no potencial prazer da leitura, mas esquecemos que há um custo, sob a forma de deixar de assistir uma série no streaming, conversar com amigos, dormir ou trabalhar. Se ao tomarmos a decisão de compra do livro pensarmos realmente no seu segundo custo, talvez a ideia de comprar Moby Dick não seja tão razoável para alguns.

Há diversos outros exemplos, mas cito aqui a assinatura de um serviço de streaming. Você paga um valor mensal e este é o primeiro custo. Ao usar o serviço chegamos ao segundo custo: as horas que passamos na frente da televisão tem o seu preço.

O site Raptitude manda você pensar na sua casa e notar a presença de diversos produtos ou serviços que você pagou o primeiro preço, mas não o segundo: livros ainda não lidos, assinatura que você não usufrui, jogos não jogados, mensalidade da academia que você não vai, produtos ainda na caixa, entre outros.

Continuamos pagando o primeiros preço, criando uma dívida enorme referente ao segundo preço.

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terça-feira, abril 02, 2013

A mente do consumidor

Se você estudou marketing, provavelmente desconfiou como é fácil manipular o consumidor. Muitas pesquisas mostraram que fatores como cor, fotografias, disposição do produto, forma de abordagem afetam a decisão de comprar de um individuo. A cada dia somos surpreendidos por novas descobertas neste campo.

Roger Dooley, do blog neuromarketing, reuniu algumas maneiras que as empresas usam para influenciar a mente do consumidor. E publicou os textos num livro denominado, de maneira apropriada, Como influenciar a mente do Consumidor. São cem formas de influenciar, apresentadas em 14 partes, de maneira didática e sem complicação. O livro é muito interessante para o consumidor, o dono de uma empresa e o pesquisador. Para o consumidor, a leitura serve de alerta para não cair nas técnicas modernas usadas para venda. Para o dono da empresa, é um bom manual para ajudar a aumentar as vendas. E para o pesquisador, a leitura abre um grande leque de potenciais pesquisas.  Ou seja, é um livro de grande utilidade.

Talvez pelo fato de expor muitas técnicas em pouco mais de 250 páginas, a sua leitura deve ser em pequenas doses. É o livro ideal para deixar no automóvel e ler alguns trechos enquanto espera alguém.  Apresento a seguir alguns dos conselhos resultantes das pesquisas já realizadas.



Vale a pena? Sem dúvida.

Evidenciação: Este blogueiro adquiriu a obra numa livraria, não tendo sido induzido a fazer esta postagem pelas partes interessadas.

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quinta-feira, julho 21, 2011

Gorjeta e Qualidade do Serviço

Gorjeta supostamente deveria constituir um incentivo para garçons fornecerem um serviço excelente.




De acordo com um estudo apresentado no Planet Money, no entanto, o tempo quente e um ambiente divertido - um navio de cruzeiro ou um bar - são os fatores que realmente levam a uma boa gorjeta. As pessoas dão grandes gorjetas quando estão de bom humor. 




As pessoas também dão dinheiro quando sente pena do garçom.



Via aqui

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quarta-feira, março 25, 2009

Dinheiro ou Cartão de Crédito

Mais uma pesquisa comprova que as pessoas gastam mais quando usam o cartão de crédito. E gastam menos quando elas olham suas despesas com detalhes.

Um estudo apresentado no Journal of Experimental Psychology com 114 participantes mostraram quando se gastaria usando caixa ou cartão de crédito numa refeição.

This fascinating study suggests that we are more emotionally attached to our cash when given the choice of paying with cash or with a credit card. Perhaps it is the burden of not knowing what will happen with the economy.
Here is an analogy that is akin to the researchers’ findings: When individuals play the game of Monopoly, one player may tend to spend like crazy buying properties, houses, and hotels while another player may reserve the money for those properties that will yield the highest return. It’s something to think about!
Fonte: Aqui

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quinta-feira, janeiro 22, 2009

Erro de cálculo

As pessoas cometem erros nos seus cálculos pessoais, muitas vezes tentando justificar suas decisões financeiras erradas. Veja o seguinte trecho de uma reportagem do jornal Valor Econômico:

“(...) Eu tinha uma pulseira de madeira revestida com frisos de latão com um par de brincos que combinava. Paguei US$ 800 por eles em 1985; foram vendidos por US$ 1 mil. Vendi minhas jóias Chanel, que incluiam uma pulseira pela qual paguei US$ 500 e vendi por US$ 600. Devia ter comprado mais!" designer de acessórios Beverly Feldman

Vamos mostrar como este pensamento está errado. Considere o caso da jóia que foi comprada por 800 e vendida por 1 mil. Isto representa um ganho nominal de 25% (ou 1000 dividido por 800 menos 1). Como são 24 anos desde que foi comprada é interessante calcular o ganho anual da jóia. Este cálculo é feito através da raiz de 24 de um mais 25%. (Numa planilha basta digitar =1,25^(1/24) – 1. O resultado é 0,009341 ou 0,93% ao ano. Ou seja, um ganho nominal ridículo. Quando se considera a inflação – do dólar neste caso – provavelmente não se teria nem o ganho real.
Mais ainda. O valor de 1 mil recebidos deve ser a receita de Beverly. E as despesas?

Concluindo, ainda bem que ela não comprou mais.

Mas o texto insiste, usando exemplos de vestidos que foram leiloados recentemente e obtiveram um bom retorno. (Caso de um vestido, comprado por $300 e vendido por 2,8 mil quinze anos depois). Novamente não se considerou as despesas. Existe outro problema neste argumento: extrapolação indevida.

Usar um exemplo para construir uma regra geral é perigoso. Nestas situações, deixa-se de considerar as compras que não obtiveram uma valorização ou os casos de roupas que foram “baixadas” dos estoques pelo uso (vestidos estragados pelo tempo).

O texto chega a deixar implícito um conselho: invista em moda. Ledo engano.

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sexta-feira, dezembro 26, 2008

O Outro Lado da Moeda

Terminei a leitura do livro O Outro Lado da Moeda. Existem diversos trechos ligados a Finanças Comportamentais, alguns usando informações já conhecidas. O autor também comenta sobre a neuroeconomia (ramo da medicina e economia que procura determinar como as decisões são tomadas no cérebro das pessoas), economia, psicologia e outros assuntos. A leitura não é agradável e talvez seja decorrente do lay-out do livro (a letra usada pela editora é pouco amigável). Mas o texto é muito pesado, ao contrário do livro Previsilmente Irracional, este sim uma leitura agradável.

Apesar disto, achei interessante alguns trechos, como a discussão da ajuda do governo aos produtores (como está ocorrendo agora no mundo) e não aos consumidores. (O livro defende que o governo deve ajudar os consumidores).

Um conselho do livro, que pode ajudar as pessoas a reduzir seus gastos e aumentar a capacidade de poupança, diz respeito ao uso de cartão de crédito:

“Os cartões de crédito reenquadram o dinheiro em uma categoria de contabilidade mental distinta, o que faz com que seja muito mais fácil gastá-lo. Os professores de marketing do MIT, Drazen Prelec e Ducan Simester, testaram esse princípio participando como apresentadores de um leilão com propostas fechadas para a venda de ingressos dos jogos da equipe de basquete do Boston Celtics. Metade das pessoas foi informada de que, se ganhasse o leilão, teria de pagar pelos ingressos em dinheiro vivo. A outra metade foi informada de que, se ganhasse, poderia pagar com cartão de crédito. Os lances dos que pagariam em dinheiro foram praticamente 50% menores do que aqueles oferecidos pelos que poderiam pagar com cartão de crédito.”
SHERMER, Michael. O outro lado da Moeda. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008, p. 89.

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quarta-feira, maio 21, 2008

Decisões financeiras e Gênero


De acordo com este estudo recente divulgado pela Reuters, as mulheres são mais propensas a preocupações financeiras do que os homens. (...)

Isto está baseado num estudo encomendado em fevereiro de 2007 pela Fundação Rockefeller e de uma análise do Institute for Women’s Policy Research e foi baseada em entrevistas telefônicas a 3.157 pessoas com 18 anos ou mais de idade. De acordo com a sondagem, três em cada 10 mulheres estavam preocupados com a sua segurança econômica, em comparação com dois para cada 10 homens.


Fonte: Aqui
(Foto)

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