quarta-feira, agosto 08, 2018

Amizade Sincera é um santo remédio ...

Sobre o grupo de amigos, o número de Dunbar é uma referência. Segundo este pesquisador, uma pessoa normal não pode ter mais de 150 amigos. Este seria o limite de nossa capacidade em fazer uma relação de amizade.

Uma pesquisa recente (via El País) mostra que a amizade está organizada em uma hierarquia: os grandes amigos, que gozam de uma grande confiança, que são poucos; alguns bons amigos, mas sem este grau de confiança; e muitos conhecidos, que não dedicamos muito tempo.

A pesquisa comprovou o número de Robin Dunbar, mas mostrou que esta estrutura é dinâmica. Se um grande amigo vai morar longe, com o tempo ele deixa de estar no grupo dos grandes amigos, podendo ser substituído por algum “bom amigo” ou até mesmo por um conhecido. Existem situações onde o grupo de grandes amigos é máximo e de conhecidos mínimo. Algumas comunidade de imigrantes isto pode ocorrer.

O texto mostra também o efeito das mídias sociais, onde é comum uma pessoa ter mais de 500 amigos no Facebook

“Las redes sociales permiten que tengamos más amistades, pero las relaciones son algo más superficiales porque les dedicas menos esfuerzo”, aclara Sánchez. Facebook se encarga de recordarnos muchas cosas sobre nuestros amigos, como el día de su cumpleaños. Así que gracias a esta liberación de almacenamiento en nuestro disco duro del cerebro, podemos ampliar hasta 220 relaciones. A partir de ese número, tendremos seguramente amigos de relleno”. 

“Hay que analizar también el coste que tiene esto”, argumenta Tamarit. “Si estás intentando extender mucho tu red, aunque sea con relaciones muy superficiales, estarás dejando de atender a los buenos amigos. Es como si tuvieras un presupuesto en relaciones. Si te lo gastas en comprar muchas baratijas, al final no podrás tener un buen amigo”. 

A regra geral seria a seguinte: um núcleo de 3 a 5 pessoas com uma relação muito íntima. Uma dezena de boas amizades e um círculo mais amplo de 30 amigos que tratamos com certa frequência e, por último, um grupo de conhecidos, que vemos de vez em quando. Uma aspecto curioso que eu não sabia: o número de Dunbar é derivado de uma pesquisa do antropólogo inglês com chipanzés.

(Título da postagem: letra de uma música de Renato Teixeira)

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quinta-feira, janeiro 02, 2014

Redes sociais e o ser humano

Desde o surgimento das redes sociais, os pesquisadores encontraram uma grande possibilidade de usar estes dados para entender melhor o ser humano. Já se sabe que as redes sociais influenciam as decisões humanas, incluindo em que votamos. Também sabemos que os assuntos mudam conforme a característica das pessoas (idade e gênero, por exemplo). 

Pesquisa recente mostrou que as mulheres postam mais fotografias do que os homens. E postam também mais vídeos. Pessoas mais jovens, com idade abaixo de 30 anos, também postam mais fotografias e vídeos.

Um estudo mais complexo (via aqui) mostra que a rede de relacionamento de uma pessoa casada pode revelar muito sobre o futuro do relacionamento. Usando dados do Facebook (1,3 milhões de usuários), dois pesquisadores verificaram o perfil de relacionamento de duas pessoas, para verificar a existência de conexões comuns e o grau de concentração (ou dispersão) destas relações. A pesquisa encontrou que as relações com altos níveis de dispersão possuem mais chance de durar.

Outro estudo (via aqui) mostrou que é possível descobrir, através das atualizações no Facebook, se um amigo é narcisista. A pesquisa centrou nas atualizações e relacionou com as características de cada indivíduo.

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quinta-feira, abril 25, 2013

Facebook

Mesmo que não gostemos, o Facebook tem hoje um grande poder sobre nossas vidas. Como uma rede social, o Facebook reflete a nossa vida em comunidade. E influencia nossas decisões.

Uma pesquisa realizada em 2010 nos Estados Unidos e publicada em 2012 mostrou este efeito sobre a indução ao voto. No dia das eleições naquele país, onde o voto é facultativo, alguns usuários do Facebook receberam uma mensagem lembrando que era o dia das eleições. Além disto, estas pessoas receberam informação sobre o posto de votação e a quantidade de pessoas que afirmaram que tinham votado. Um segundo grupo recebeu a informação de seis amigos que tinham votado. E o terceiro não recebeu nenhuma informação. Cruzando os dados dos eleitores com aqueles que receberam (ou não) a informação do Facebook, os pesquisadores descobriram que quem teve o lembrete dos amigos compareceram mais as urnas.

Um estudo mais recente mostrou como os assuntos se alteram com a idade e com o gênero da pessoa. A figura abaixo é a tradução disto. Observe que os jovens falam mais de rede social (é o terceiro gráfico da primeira fileira) e com o aumento da idade este assunto deixa de ter interesse. As mulheres (linha vermelha) falam mais sobre família e amigos, enquanto os homens adoram bater papo sobre esportes. A frequência de alguns assuntos não muda muito com o passar dos anos, como é o caso, surpreendente, de tecnologia. E conversa sobre comida e bebida está presente tanto entre os homens quanto nas mulheres, em igual proporção.
 

 Outro gráfico interessante é o número de  amigos por país. Enquanto os russos e chineses possuem poucos amigos, brasileiros, filipinos e islandeses apresentam um número de amigos bem acima dos demais países. Seria uma comprovação do espírito fraterno do povo brasileiro?

Para Ler mais: Reinach, Fernando. Facebook e indução ao voto. Estado de S Paulo, 4 de outubro de 2012, p. A27.
Gelman, Andrew. Fascinating graphs from facebook data. Statistical Modeling, Causal Inference and Social Science.
Wolfram, Stephen. Data Science of the Faceebook World. Wolfram blog 

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