sexta-feira, agosto 08, 2014
Pesquisas já mostraram que as mulheres são mais avessas ao
risco. Durante a crise econômica este fato foi lembrado; alguns chegaram a
afirmar que as empresas de investimento deveriam absorver mais mulheres e que
isto evitaria riscos excessivos.
Mas as empresas de investimento são “machistas”. Qual a
razão para isto ocorrer?
Uma pesquisa divulgada recentemente talvez tenha uma
resposta para isto. Aparentemente o homem usa mais informação para efetuar as
transações com ações. Os pesquisadores verificaram que os retornos entre os
gêneros são iguais antes da compra, mas depois dela os homens geram um retorno
maior que as mulheres. Isto é um sinal de que os homens usam mais informação.
sábado, janeiro 14, 2012
Projeção
Ainda sobre projeção, o gráfico mostra a mesma questão para o SP500, o índice do mercado financeiro dos Estados Unidos. A série histórica é interessante (desde 1953), onde a projeção está na linha pontilhada e o valor real na linha contínua. É fácil de notar que o mundo real é muito mais instável do que o mundo das projeções. Os analistas tendem a achar que o risco do mercado é menor do que irá ocorrer.
Fonte da Imagem: Aqui
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segunda-feira, julho 27, 2009
Links
Por que as pessoas compram extensao garantida, se isto nao representa uma vantagem?
Jovens que acreditam que irão morrer jovem apresentam comportamento mais arriscado
A Economia Comportamental pode estar errada?
Por que os chineses economizam? Existem muitos garotos e eles querem casar
Por que existem celebridades? As pessoas necessitam de alguém para falar...
Jovens que acreditam que irão morrer jovem apresentam comportamento mais arriscado
A Economia Comportamental pode estar errada?
Por que os chineses economizam? Existem muitos garotos e eles querem casar
Por que existem celebridades? As pessoas necessitam de alguém para falar...
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Crise sob a ótica comportamental
Andrew Lo é um excepcional estudioso de finanças, com conhecimentos em finanças comportamentais e métodos quantitativos. Ele é co-autor do clássico The Econometrics of Financial Markets (juntamente com John Campbell e Craig Mackinlay) e criador de um linha de pesquisa, que incorporar Darwin em Finanças.
Lo fez um pequeno texto onde expõe sua visão pessoal da crise. Usando os conceitos conhecidos de aversão a perda e os efeitos no ser humano de ganhos, Lo comenta que a reação do indíviduo num ambiente de mercado altista já foi estudada e apresenta sintomas conhecidos dos cientistas:
Utilizando técnicas como a ressonância magnética, neurocientistas têm documentado o fato de que ganhos monetários estimula o mesmo circuito de premiação que a cocaína - em ambos os casos, a dopamina é liberada. Da mesma forma, a ameaça de perda financeira ativa os mesmos circuitos de agressões físicas, libera adrenalina e cortisol na corrente sanguínea, o que resulta em elevação da freqüência cardíaca, pressão arterial e de alerta.
Diante do comportamento do ser humano, Lo considera razoável a grande quantidade de crises. Os momentos positivos agem sobre o ser humano como uma droga, induzindo a assumir riscos mais elevados. (Talvez isto tenha o mesmo efeito da irracionalidade nas decisões de investimentos):
Sob a perspectiva do neurocientista, não é surpreendente que tenha havido 17 crises nacionais bancárias em todo mundo desde 1974, a maioria das quais foram precedidas por períodos de aumento nos preços de imóveis e ações, grande influxos de capital e liberalização financeira. Períodos extensos de prosperidade agem como um anestésico no cérebro humano, enganando investidores, líderes empresariais e reguladores num estado de complacência, uma droga que causa estupor nos induzido a assumir riscos que nós sabemos que devemos evitar.
O efeito disto são as bolhas. Para resolver o problema, Lo propõe:
Porque a forma mais potente do medo é o medo do desconhecido, a forma mais eficaz para combater a crise atual é com a transparência e educação.
O texto de Lo recebe o nome de Fear, Greed, and Crisis Management: A Neuroscientific Perspective e pode ser encontrado aqui.
Para saber mais sobre Lo, aqui um excelente link com um resumo da sua obra.
Lo fez um pequeno texto onde expõe sua visão pessoal da crise. Usando os conceitos conhecidos de aversão a perda e os efeitos no ser humano de ganhos, Lo comenta que a reação do indíviduo num ambiente de mercado altista já foi estudada e apresenta sintomas conhecidos dos cientistas:
Utilizando técnicas como a ressonância magnética, neurocientistas têm documentado o fato de que ganhos monetários estimula o mesmo circuito de premiação que a cocaína - em ambos os casos, a dopamina é liberada. Da mesma forma, a ameaça de perda financeira ativa os mesmos circuitos de agressões físicas, libera adrenalina e cortisol na corrente sanguínea, o que resulta em elevação da freqüência cardíaca, pressão arterial e de alerta.
Diante do comportamento do ser humano, Lo considera razoável a grande quantidade de crises. Os momentos positivos agem sobre o ser humano como uma droga, induzindo a assumir riscos mais elevados. (Talvez isto tenha o mesmo efeito da irracionalidade nas decisões de investimentos):
Sob a perspectiva do neurocientista, não é surpreendente que tenha havido 17 crises nacionais bancárias em todo mundo desde 1974, a maioria das quais foram precedidas por períodos de aumento nos preços de imóveis e ações, grande influxos de capital e liberalização financeira. Períodos extensos de prosperidade agem como um anestésico no cérebro humano, enganando investidores, líderes empresariais e reguladores num estado de complacência, uma droga que causa estupor nos induzido a assumir riscos que nós sabemos que devemos evitar.
O efeito disto são as bolhas. Para resolver o problema, Lo propõe:
Porque a forma mais potente do medo é o medo do desconhecido, a forma mais eficaz para combater a crise atual é com a transparência e educação.
O texto de Lo recebe o nome de Fear, Greed, and Crisis Management: A Neuroscientific Perspective e pode ser encontrado aqui.
Para saber mais sobre Lo, aqui um excelente link com um resumo da sua obra.
Marcadores: aversão à perda, crise, risco
sexta-feira, outubro 17, 2008
Risco e gene

Segundo esta notícia RISK-TAKING: IN THE GENES a nossa attitude perante o risco pode depender, parcialmente, da genética. Dois genes, que regulam a atividade do cérebro, afetam a proporção que uma pessoa investe seus ativos em investimentos de risco.
Marcadores: risco
terça-feira, maio 13, 2008
Mulheres superiores aos homens

Extensa pesquisa conduzida pela Canadian Securities Administrators (CSA) em 2006 e 2007 mostrou existir diferenças nas atitudes de investimentos e de comportamentos entre homens e mulheres. Em termos de fraude, a conclusão é que as mulheres são mais avessas ao risco e, conseqüentemente, a fraudes.
(...) constatou-se que 36% das mulheres relataram que alguém aproximou delas com um investimento fraudulento, em comparação com 46% dos homens. Daquelas abordados, 10% das mulheres foram fraudadas, em comparação com 15% dos homens. Na verdade, os homens são mais susceptíveis de terem sido enganados mais de uma vez - 32% em comparação com 20% para as mulheres.
Marcadores: aversão à perda, fraude, mulher, risco
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Quem é melhor investidor: Homem ou Mulher?
Pesquisas mostraram que existem diferenças entre a forma como o homem e a mulher investem. A mulher é mais conservadora e concentra seus investimentos em títulos. Os homens são superconfiantes e assumem mais riscos. Em termos de racionalidade, a mulher tem um melhor resultado. O homem tende a fazer mais aplicações e resgates.
Clique aqui, aqui e aqui
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Marcadores: investimento, risco
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Jovens são mais propensos ao risco
"Em outras palavras, os jovens necessitam proteção deles mesmos para retirar oportunidades de maior risco"
A experiência tem-se mostrado uma forma de se tornar avesso ao risco. Em geral os jovens tendem a assumir mais riscos, fazendo atividades mais arriscadas. Qual a razão disto? Aqui, uma tentativa de resposta.
A experiência tem-se mostrado uma forma de se tornar avesso ao risco. Em geral os jovens tendem a assumir mais riscos, fazendo atividades mais arriscadas. Qual a razão disto? Aqui, uma tentativa de resposta.
Marcadores: aversão à perda, risco
segunda-feira, março 26, 2007
Jogos de Corrida e Risco no Volante
Pesquisas tem demonstrado que os jogos de corrida podem fazer com que motoristas jovens assumam atitudes mais arriscadas na pista real. Ou seja, o comportamento da vida real pode ser afetado por jogos. Um dos estudos foi publicado no Journal of Experimental Psychology, onde os pesquisadores tentaram descobrir os hábitos do motorista e seus hábitos com jogos como Need for Speed. Os resultados mostraram uma correlação entre jogar games e o comportamento no trânsito. Os efeitos foram mais fortes nos homens.
Os estudos mostraram que as pessoas que jogam games de corrida são mais propensas ao risco, inclusive quando se compara com pessoas que jogaram outros tipos de jogos.
Fonte: Arstechinica
Os estudos mostraram que as pessoas que jogam games de corrida são mais propensas ao risco, inclusive quando se compara com pessoas que jogaram outros tipos de jogos.
Fonte: Arstechinica
Marcadores: aversão à perda, games, jogos, risco
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Aversão a Perda
Oportunista versus displinado
Gazeta Mercantil - 15/02/2007
15 de Fevereiro de 2007 - Os mercados de ativos de risco, como as bolsas de valores, são famosos por seus altos e baixos. A chamada finança comportamental (behavioral finance) é o campo que aborda as conseqüências dos movimentos dos mercados sobre o investidor. Nessa cadeira, os acadêmicos buscam compreender como as expectativas dos agentes são formadas e de que forma as reações mais comuns são determinadas. O professor Amos Tversky - um dos fundadores desse campo de estudo - propôs a Teoria dos Prospectos em 1979, tomando por base um levantamento sobre o comportamento de investidores pessoa física frente às flutuações do mercado financeiro.
Uma de suas principais observações é que as pessoas passam por um estresse maior quando experimentam perdas em um mercado de baixa do que se sentem recompensadas por ganhos semelhantes quando o mercado é de alta, mesmo que tal baixa e alta tenham sido da mesma proporção. Ou seja, há uma assimetria nas percepções geradas pelas flutuações do mercado. Não precisamos de um psicólogo para nos dizer que investidor odeia perder dinheiro. A grande maioria está perturbada com volatilidade recente dos mercados de risco.
No entanto, caso estejamos tratando de um plano de investimentos bem desenhado e um investidor informado, uma parte significativa das apreensões naturais ao aplicador pode ser reduzida, o que tende a favorecer a boa gestão do patrimônio.
Um plano sólido de investimentos trabalha sempre com a hipótese de que o mercado irá apresentar períodos de realização. A literatura financeira está repleta de estudos que demonstram a baixa capacidade dos agentes financeiros de antecipar consistentemente tais movimentos.
Dessa forma, caso seu objetivo seja superar o retorno oferecido por aplicações conservadoras, como o oferecido por um fundo DI, tenha em mente que durante alguns períodos ao menos uma parte de sua carteira enfrentará momentos desfavoráveis. Isso é normal e deve ser visto como uma oportunidade para a gestão de seus recursos. Se você formulou um plano de investimentos tomando por base suas limitações financeiras, objetivos e tolerância ao risco, não há motivos para apreensão quando o mercado apresenta suas habituais flutuações.
A gestão disciplinada de uma alocação definida pelos três pontos acima é responsável pela maior parte do retorno de uma carteira que envolve investimentos em diferentes instrumentos financeiros e tenha horizonte amplo - via de regra superior a 12 meses - para acomodar as flutuações e propiciar tempo para que o potencial de alta dos ativos possa se materializar.
Já para o investidor que faz suas aplicações com base na percepção de que esse ou aquele mercado pode apresentar uma oportunidade para os próximos 30 dias, a recomendação que fica é menos tranquilizadora. Esse investidor precisa acompanhar de perto os movimentos dos ativos onde estão seus recursos, sobretudo indicadores antecedentes que possam sinalizar os movimentos futuros dessas aplicações, bem como a evolução do preço de cada um dos ativos. Além disso, é necessário monitorar com atenção o cenário macroeconômico e político, interno e externo, para tentar prever o melhor momento de fazer ou desfazer posições.
Dito isso, não parece razoável para a grande maioria dos investidores pessoa física, sobretudo o pequeno poupador, montar um plano de investimentos de longo prazo que acomode propensão ao risco, limitações orçamentárias, objetivos e que seja capaz de acomodar as flutuações do mercado ao longo do tempo?
Nesse caso, a arte está selecionar um gestor capaz de alocar os recursos em diferentes ativos de tal forma a atender os critérios mencionados.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 3)(Aquiles Mosca - Economista, mestre em Administração e estrategista de investimentos pessoais do ABN Amro Asset Management. )
Gazeta Mercantil - 15/02/2007
15 de Fevereiro de 2007 - Os mercados de ativos de risco, como as bolsas de valores, são famosos por seus altos e baixos. A chamada finança comportamental (behavioral finance) é o campo que aborda as conseqüências dos movimentos dos mercados sobre o investidor. Nessa cadeira, os acadêmicos buscam compreender como as expectativas dos agentes são formadas e de que forma as reações mais comuns são determinadas. O professor Amos Tversky - um dos fundadores desse campo de estudo - propôs a Teoria dos Prospectos em 1979, tomando por base um levantamento sobre o comportamento de investidores pessoa física frente às flutuações do mercado financeiro.
Uma de suas principais observações é que as pessoas passam por um estresse maior quando experimentam perdas em um mercado de baixa do que se sentem recompensadas por ganhos semelhantes quando o mercado é de alta, mesmo que tal baixa e alta tenham sido da mesma proporção. Ou seja, há uma assimetria nas percepções geradas pelas flutuações do mercado. Não precisamos de um psicólogo para nos dizer que investidor odeia perder dinheiro. A grande maioria está perturbada com volatilidade recente dos mercados de risco.
No entanto, caso estejamos tratando de um plano de investimentos bem desenhado e um investidor informado, uma parte significativa das apreensões naturais ao aplicador pode ser reduzida, o que tende a favorecer a boa gestão do patrimônio.
Um plano sólido de investimentos trabalha sempre com a hipótese de que o mercado irá apresentar períodos de realização. A literatura financeira está repleta de estudos que demonstram a baixa capacidade dos agentes financeiros de antecipar consistentemente tais movimentos.
Dessa forma, caso seu objetivo seja superar o retorno oferecido por aplicações conservadoras, como o oferecido por um fundo DI, tenha em mente que durante alguns períodos ao menos uma parte de sua carteira enfrentará momentos desfavoráveis. Isso é normal e deve ser visto como uma oportunidade para a gestão de seus recursos. Se você formulou um plano de investimentos tomando por base suas limitações financeiras, objetivos e tolerância ao risco, não há motivos para apreensão quando o mercado apresenta suas habituais flutuações.
A gestão disciplinada de uma alocação definida pelos três pontos acima é responsável pela maior parte do retorno de uma carteira que envolve investimentos em diferentes instrumentos financeiros e tenha horizonte amplo - via de regra superior a 12 meses - para acomodar as flutuações e propiciar tempo para que o potencial de alta dos ativos possa se materializar.
Já para o investidor que faz suas aplicações com base na percepção de que esse ou aquele mercado pode apresentar uma oportunidade para os próximos 30 dias, a recomendação que fica é menos tranquilizadora. Esse investidor precisa acompanhar de perto os movimentos dos ativos onde estão seus recursos, sobretudo indicadores antecedentes que possam sinalizar os movimentos futuros dessas aplicações, bem como a evolução do preço de cada um dos ativos. Além disso, é necessário monitorar com atenção o cenário macroeconômico e político, interno e externo, para tentar prever o melhor momento de fazer ou desfazer posições.
Dito isso, não parece razoável para a grande maioria dos investidores pessoa física, sobretudo o pequeno poupador, montar um plano de investimentos de longo prazo que acomode propensão ao risco, limitações orçamentárias, objetivos e que seja capaz de acomodar as flutuações do mercado ao longo do tempo?
Nesse caso, a arte está selecionar um gestor capaz de alocar os recursos em diferentes ativos de tal forma a atender os critérios mencionados.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 3)(Aquiles Mosca - Economista, mestre em Administração e estrategista de investimentos pessoais do ABN Amro Asset Management. )
Marcadores: aversão a perda, finanças comportamentais, investimento, risco


